Equatorial alerta para riscos de choques, acidentes e interrupções no fornecimento de energia durante as férias escolares
O Maranhão registrou 1.135 ocorrências envolvendo pipas na rede elétrica entre janeiro e junho de 2026. Com as férias escolares e o aumento das brincadeiras ao ar livre, a Equatorial Maranhão reforçou as orientações para evitar acidentes e interrupções no fornecimento de energia.
São Luís lidera o levantamento, com 389 registros. Em seguida aparecem Imperatriz, com 87 casos; São José de Ribamar, com 81; Carutapera, com 71; e Timon, com 51 ocorrências.
Na capital maranhense, a Cidade Operária foi o bairro com o maior número de registros no período, totalizando 78 casos. Vila Maracujá e Residencial Magnólia somaram 50 ocorrências, enquanto o Centro registrou 34.
Também aparecem na lista Filipinho, com 29 casos; Olho d’Água, com 28; Maracanã, com 26; e Ipase, com 19 ocorrências.
De acordo com a concessionária, uma única pipa presa aos fios pode causar problemas na rede e deixar milhares de consumidores sem energia, prejudicando residências, estabelecimentos comerciais e serviços considerados essenciais.
Férias aumentam os riscos
Dados da Equatorial mostram que, em 2025, os meses de junho e julho apresentaram as maiores quantidades de ocorrências relacionadas a pipas em contato com a rede elétrica. O período coincide com as férias escolares, quando a brincadeira se torna mais frequente.
O engenheiro de Segurança do Trabalho da Equatorial Maranhão, Maxinard Costa, explica que empinar pipa deve acontecer somente em espaços abertos e distantes da fiação. A recomendação é que as crianças estejam sempre acompanhadas por um adulto.
O especialista também alerta que ninguém deve tentar retirar uma pipa presa aos fios, seja com varas ou qualquer outro objeto. A aproximação pode provocar choque elétrico e causar acidentes graves. Nessas situações, o correto é manter distância e comunicar a concessionária.
Veja como empinar pipa com segurança
A Equatorial Maranhão recomenda alguns cuidados:
- Escolha campos, praias e outros locais descampados, longe da rede elétrica;
- Crianças devem brincar sob a supervisão de um adulto;
- Nunca tente retirar uma pipa presa aos fios de energia;
- Observe a força dos ventos, pois rajadas podem lançar a pipa contra a rede elétrica;
- Não utilize cerol, linha chilena ou outros materiais cortantes;
- Evite empinar pipas em dias de chuva, tempestade ou incidência de raios.
Cerol e linha chilena são proibidos
O cerol e a linha chilena representam riscos para quem participa da brincadeira e também para motociclistas, ciclistas e pedestres. Esses materiais possuem componentes cortantes, como vidro moído e pó metálico, capazes de provocar ferimentos graves e até acidentes fatais.
Além do poder de corte, a composição desses produtos pode facilitar a condução de eletricidade. Quando atingem a rede elétrica, as linhas também podem danificar ou romper cabos, provocar falta de energia e ampliar o risco de choque.
No Maranhão, a Lei Estadual nº 11.344/2020 proíbe a comercialização do cerol, produzido com vidro moído e cola, e da linha chilena, composta por materiais como quartzo moído, algodão e óxido de alumínio. A legislação também alcança outros produtos com elementos cortantes utilizados para empinar pipas.
Movimento VC+ Seguro
As orientações integram o Movimento VC+ Seguro, campanha permanente desenvolvida pela Equatorial Maranhão. A iniciativa promove atividades educativas em escolas, comunidades e instituições, além de divulgar informações por meio da imprensa e das redes sociais.
O objetivo é conscientizar a população sobre o uso seguro da energia elétrica, prevenir acidentes e preservar vidas durante todo o ano.
Em caso de acidente, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193 e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192. Quando a situação envolver a rede de distribuição de energia, a ocorrência também deve ser comunicada à Equatorial Maranhão pela Central de Atendimento 116.
A concessionária reforça que a prevenção e a escolha de locais seguros permitem aproveitar as férias sem colocar vidas em risco ou prejudicar o fornecimento de energia.