Por Edilson Souza — Panorama News
25 de fevereiro de 2026 — Atualizado às 22h
Durante a sessão plenária realizada nesta terça-feira (24), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, destacou a importância histórica dos 94 anos da Justiça Eleitoral e reforçou a defesa da participação popular como base para o fortalecimento da democracia brasileira.
A ministra lembrou que a criação da Justiça Eleitoral, em 1932, representou um marco decisivo para a organização do sistema democrático no país, especialmente por abrir espaço para avanços como o voto feminino e novas regras eleitorais que ajudaram a consolidar o processo democrático ao longo das décadas.
Em seu discurso, Cármen Lúcia ressaltou que as conquistas democráticas são construídas de forma contínua e exigem participação ativa da sociedade. Segundo ela, a resistência e o engajamento de homens e mulheres ao longo da história foram fundamentais para garantir direitos e ampliar a presença popular nas decisões políticas.
A magistrada também recordou que, no passado, o país enfrentava problemas como o voto de cabresto e a influência de lideranças locais no processo eleitoral, situações que motivaram mudanças estruturais no sistema de votação e fiscalização.
Participação feminina ainda é desafio
Vídeo: TSE / Reprodução
Dados recentes mostram que o Brasil possui mais de 80 milhões de eleitoras aptas a votar, porém a proporção de candidaturas femininas e de mulheres eleitas segue abaixo do ideal quando comparada à média mundial.
A ministra destacou que, embora o voto feminino tenha sido incluído no Código Eleitoral de 1932, a igualdade plena na participação política foi construída de forma gradual ao longo do tempo.
✅ Defesa da urna eletrônica
Cármen Lúcia também reforçou a confiança no sistema eleitoral brasileiro, destacando que as urnas eletrônicas representam evolução tecnológica iniciada ainda nas primeiras tentativas de modernização do voto no país.
Segundo ela, o modelo atual é reconhecido internacionalmente pela segurança, transparência e capacidade de auditoria, sendo considerado referência em processos eleitorais.